comentário de Clarissa Verissimo
FalatórioCaro Luis Vilhena,
Gostaria de parabenizá-lo pelos artigos aqui publicados e pela sua participação no DN Madeira. Não vivo nesta ilha, mas tenho um intenso envolvimento emocional com a Madeira. Por estar longe (no Brasil), talvez consiga avaliar e forma imparcial o que aà se passa e sinto-me surpresa com os acontecimentos. Hoje li seu artigo de tÃtulo “Perdoai-lhes Senhor porque eles sabem o que fazem†e fiquei admirada com a sua opinião. Aos olhos de quem está distante e acompanha as notÃcias pelo DN e pela RTP, parece que os habitantes do Funchal têm medo de mudanças, têm medo do novo. Estão de tal forma acostumados com a mesma elite governante que já não questionam os seus atos. Penso que se trata de uma “submissão†sob o disfarce de “fidelidadeâ€. Fundamento a minha forma de pensar em duas notÃcias que li hoje, nesse mesmo jornal: 1) o atual autarca e candidato a nova eleição tem maioria das intenções de voto; 2) esse mesmo autarca se recusa a participar de um debate com a oposição. Onde está a democracia nessa ilha?
A partir de hoje serei frequentadora assÃdua do teu site. Penso que gostarei muito de conhecer a tua opinião!
Abraços

Caro arquitecto,
Não serei original dizendo que sou madeirense e estou fora da Ilha há muitos anos. Visitei-a há pouco. O que me deu entender e observar foi patético. De um ridÃculo atroz. Areia amarela de Marrocos no calhau madeirense? Diabo, ainda se compreende as vias de comunicação, mesmo se essas têm algo de novo-riquismo descarado, e nada perdoaram à paisagem natural dessa Ilha. Mas importar areia?! Mas que diabo andaram a fazer os Madeirenses, os ditos ” gente culta e instruÃda” que se deixaram arrastar por essa ridÃcula imagem de uma Ilha de importação, que para ser bonita e atractiva só bastaria ser ela mesmo? Tenho na minha memória e ainda estão gravadas nitidamente na minha alma, o ” sentir e actuar” desse mar aberto. Espero que dentro de poucos anos as alterações climáticas provoquem nessa costa o suficiente reboliço para que sejam varridas todas as pretensões megalómanas de gentinha sôfrega que se arrogou o ” direito” de emborcar todo um património paisagÃstico ma ânsia de parecer, sem nunca ter sido. O que certamente a Ordem a que vc pertence não estará alheia, diga-se de passagem.
Cumprimentos.
Comentario por Bruder — 2006/12/28 @ 19:05